Interior mais equilibrado, litoral mais caro

Comprar casa em Portugal implica, em média, um esforço financeiro de quase 30 anos de rendas. O rácio entre o preço médio de venda e o valor anual do arrendamento mostra que a maioria dos distritos ultrapassa os 25 anos, tornando a compra uma decisão mais pesada para quem pondera adquirir habitação.

A realidade não é igual em todo o país. No interior, distritos como Castelo Branco, Guarda e Bragança apresentam rácios mais baixos, entre 13 e 17 anos, o que torna a compra mais equilibrada.
Estes territórios beneficiam de preços de venda mais contidos e de menor pressão da procura, sendo uma alternativa interessante para quem tem estabilidade profissional ou trabalho remoto.

Grandes centros e zonas turísticas elevam o rácio

Nos centros urbanos e nas áreas costeiras mais procuradas, o esforço para comprar casa aumenta significativamente. Lisboa, Porto, Setúbal, Braga, Aveiro e Faro registam rácios elevados, refletindo preços de venda muito acima da capacidade de rendimento associada ao arrendamento.

Nestes mercados, o arrendamento tende a ser a opção mais flexível e financeiramente menos exigente, sobretudo para quem valoriza mobilidade profissional. A decisão entre comprar casa em Portugal e arrendar depende do território e do perfil de cada família.

No interior, a compra pode ser mais compensadora a médio e longo prazo, enquanto nos grandes centros e zonas turísticas o arrendamento assume maior vantagem. A tendência para trabalho remoto pode ampliar oportunidades no interior, e uma eventual descida das taxas de juro poderá tornar ainda mais distritos competitivos para comprar casa.

FONTE: CASASAPO