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O que está a pandemia a mudar nos vários segmentos do setor imobiliário?

07 mai 2021
O que está a pandemia a mudar nos vários segmentos do setor imobiliário?

A que mudanças estamos a assistir nos vários segmentos do setor imobiliário na sequência das sucessivas restrições impostas pela pandemia da Covid-19? E o que se pode esperar do futuro? “A logística tornou-se ainda mais um segmento de destaque, face à importância que teve e está a ter nesta pandemia”. Esta é uma das conclusões a retirar do estudo Prime Watch, da consultora imobiliária portuguesa B. Prime. 

Segundo o mesmo, que analisa as diferentes performances das áreas que compõem o mercado imobiliário comercial – escritórios, logística e retalho –, “os segmentos que dependem da volatilidade dos fluxos turísticos foram os mais penalizados”. No que diz respeito ao teletrabalho, a consultora considera que “deverá fazer parte de um sistema futuro que será híbrido e que trará mudanças na arquitetura de interiores tanto dos escritórios como também do retalho, cujos layouts serão, cada vez mais, uma fusão de ambientes”. 

B. Prime
B. Prime

Relativamente ao mercado de investimento, o estudo “aponta para um ajustamento nas estratégias, com um forte acréscimo de procura pelos setores da logística e da construção de habitação para arrendamento (‘build to rent’), mantendo-se o interesse nos restantes setores ainda que numa vertente mais oportunista”. “Esta tendência surge devido aos previsíveis problemas de liquidez que alguns proprietários enfrentam ou podem vir a enfrentar, nomeadamente no setor do turismo. A procura mantém-se igualmente elevada em segmentos ‘core’ onde os negócios acarretam muito baixo risco, ou seja, em que a qualidade dos inquilinos e a duração dos contratos é muito valorizada pelos investidores”, refere a consultora, em comunicado.

Citado no documento, Jorge Bota, Managing Partner da B. Prime, alerta “para a imprevisibilidade dos cenários futuros” e lembra que “a retrospetiva feita com base em factos concretos reflete bem o impacto que esta pandemia teve em Portugal”. “Relembra-nos, no entanto, da importância de três princípios, muitas vezes pouco valorizados. O primeiro dos quais, a incrível resiliência do mercado imobiliário, em particular do português; a importância do tecido empresarial e a reinvenção a que foi sujeito; e por último a relevância da diversificação dos investimentos em diferentes segmentos e ou mercados”, comenta.

Fonte:Idealista

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